terça-feira, 21 de abril de 2015

A escada e o Celestino

Estas ultimas semanas eu tive a grata surpresa do interesse do Celestino pelo barco. Celestino é o nosso terceiro socio que até então por compromissos profissionais não aparecia nunca no barco, mas agora ele se fez presente e já fizemos diversos passeios / aula.
Nesse meio tempo foi trocada a escada do tiki por uma de aluminio, a de madeira quebrou, e tenho minhas duvidas quanto a durabilidade da de aluminio.

Um close no top do mastro

TikiRio no cais do ICB



A Almiranta Andrea


Edison do veleiro trilha e Celestino

Roger, Edison e Celestino

Eu e momô


O quadro pintado pelo Marcelo de SC

A escada nova


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Charter no TikiRio - Carnaval 2015

Todo mundo me pergunta, "E ahe, estão fazendo muitos charter?" Mas, manter a constância nesse ramo é difícil e as vezes somos pegos desprevenidos. Sábado recebi um e-mail de um rapaz que queria alugar o barco no domingo. Ok, combinado, passeio de 13h as 18h saindo da Marina da Glória. Mas o barco estava em manutenção, na quinta descobri que alguém tinha batido na proa do tikirio na poita e quebrado o bico de proa, não tinha combustível nem agua e precisava de uma limpeza urgente. Nossa escada também estava quebrada, faltando um degrau, e se viesse alguem pesado? Ou idoso? Correria no domingo de manhã para deixar tudo limpo e abastecido, gelo, gasolina e agua. 
Cheguei na Marina da Glória cedo e fiquei na poita do Mente Sã (Praia 28 do Gilberto), esperando o movimento das escunas para poder parar no cais principal. A galera chegou com tudo, sete jovens, sendo cinco mulheres, com lanchinhos e muita bebida. Todos embarcados, minha idéia era um tour completo pela baia de guanabara, mas o calor fez o pessoal querer ir dar um mergulho e fomos atras de agua limpa, pois na baia tá dificil de mergulhar, principalmente na maré vazante. Mas o que percebi é que mesmo na maré cheia a agua limpa não tá entrando na baia então fomos em direção a boca da barra. O vento diferente da previsão estava de SW com uns 12 a 15 nós. Mais a maré enchendo o Tiki demorou para sair da baia. Só na ilha de Cotunduba que se viu agua clara. Mas antes que eu escolhesse um local para ancorar, o pessoal já tinha caido n'agua, deixei o barco "a matroca" (derivando mas com motor ligado) e todos mataram o desejo de mergulhar, mas na hora de voltar pro barco a escada acabou de quebrar e tive que puxar todo mundo pra cima. Velejamos entre champanhes e quitutes durante o resto da tarde. E foi muito divertido.

O visual das calçadas da Urca

ICRJ

Marina da Glória

A galera mergulhando em Cotunduba



O Tiki ficou florido...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

TikiRio: Agora temos um catamaram

Relembrando a construção do tiki, lembrei de um dia magico. O metodo construtivo wharram não requer picadeiro, pois todas as peças da parte inferior do casco são feitas na bancadas e depois juntas em um dia. Derepente o casco surge e mostra suas linhas. Depois disso muito filete para juntar tudo. Leiam a postagem abaixo





quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Cabo de São Tomé

Cabo de São Tomé, mais uma vez.
O Delivery
Fui convocado por um amigo para trazer um veleiro de Guarapari para o Rio. Cheguei em Garapari na terça dia 16/12 e a saida estava prevista para quinta a zero hora. Mas devido aos preparativos para a viagem não completos, o zarpe atrazou e só saimos de lá no sabado.
O barco é um motorsail de 45 pés de 1973, um Columbia 45. Um classico dos anos 70. Pesando 13 ton, é um barco de deslocamento pesado, Mas com o motorzão de 80hp e um historico de 2 voltas ao mundo, me senti seguro para leva-lo pelo São Tomé.
Sabado 05:00
Zarpamos de Guarapari no motor, mas já com as velas levantadas, pois já sabia que lá fora o nordeste já estava começando. Após um pequeno traves até proximo do farol de guarapari, arrimbamos para 190º verdadeiros. Seguindo assim por 13:50 passariamos por fora dos bancos do "rabo do dragão" como os locais chamam os bancos de areia que se afastam da costa até 10 milhas. 
Mas apos 2:30 de motorada, o motor arrebentou a correia e deu entrada de ar. Como tinhamos uma correia e o vento já beirava os 20 nós, voltar não seria uma opção. Estavamos indo para o Cabo como os antigos, sem motor. Ladeira abaixo, o barco andava a seis sete nós, tava na media desejada. 
Eramos 3 na tripulação mas somente dois iriam ficar no leme. O piloto automatico que batizamos de Medina (em homenagem ao nosso campeão mundial de surf) funcionava bem até perto dos 20 nós de vento pela alheta, mas acima disso ele desarmava. O que aumentou o cansaço.
Chegamos ao Cabo as 19:00 como previsto e o vento devargazinho não parava de aumentar. Estavamos 17 milhas lá fora, na linha dos 30m de profundidade, como aconselhado pelo Serginho, experiente skipper. O mar com carneirões de ondas de 2m ou mais, mais mexido que na minha passagem anterior com o Kamehameha, nos empurrava para o sul. A noite chegou e o vento continuou se mantendo acima de 20 nós. Com picos de 30. O balanço era forte, Mas o barco com uma borda livre alta, não molhava nada. Somente com o grande rizado continuavamos andando bem, mas pela madrugada o cançaso bateu forte e o revezamento passou para para meia hora cada um e todos no cockpit. Nessa hora, Nossa Sra dos Navegantes, foi chamada muitas vezes para nos ajudar a nos mantermos acordados e não quebrar nada no barco. O vento só começou a diminuir quando já estava amanhecendo. e lá pelas 7 da manhã Medina voltou a trabalhar. Podemos descançar um pouco mais. e com o balanço diminuindo foi possivel trocar a correia do motor, mas após diversas tenativas a entrada de ar continuava. então a solução foi andar sem os filtros e colocamos um galãozinho de 5 litros dentro do compartimento do motor e alimentavamos esse galãozinho a cada 20 minutos!!! Me sentia naqueles clipper a vapor onde era necessario o pessoal das maquinas ficar abastecendo de carvão o motor o tempo todo. Detalhe o GPS do barco apagou e o meu de pilhas já estava no final. Começei a aterrar e por cansaço achei que já estavamos vendo buzios, mas na verdade ainda era Macaé. Nessa hora ficamos sem pilhas sem celular e sem GPS. Vamos no visual. Medina no leme deu descanço que precisavamos para o proximo cabo, o Cabo Frio, aonde chegamos as 17:00 e o vento aumentou denovo para os 20 nós e desligamos o motor, fomos assim até Saquarema e voltamos a ligar o motor quando a média caiu. Os abastecimentos eram faceis, mas estressantes pois não podiamos vacilar no horario, pois se desse entrada de ar novamente teriamos que ir velejando nesse pesado barco nos ventos fracos da madrugada do Rio. Só no visual a aproximação do Rio de Janeiro para mim era a marcação das ilhas Maricais. Esperava ve-las a cada momento e nada delas chegarem, só depois de confundir muito as marcações costeiras é que lá pelas 2 da manhã vi Maricais, já no meu través de bombordo. Marquei Pai e Mãe e miramos na entrada da Baia de Guanabara, Mas Pai e Mão agora ficam cheia de navios de médio porte ancorados. Mais um estress para tomar conta. 
Por fim ancoramos no Rio as 5:00 da manhã de segunda feira e todos dormiram sossegados o sono dos navegantes. Foram 48 horas de Guarapari ao Rio. Feliz Natal a todos.