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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Tocorimé - O mastro - parte 2

O mastro do Tocurimé deu trabalho, de uma semana estimada, foram necessárias 3 semanas para fechar todos os buracos e permitir que o "Toco" (só para os intimos) volte a poder subir a Gaff, completamente.

Ao passar 3 semanas em Paraty em pleno verão, pude conhecer melhor essa cidade doida. Uma torre de Babel, tem gente do mundo todo. Barcos chegam e partem lotados para passeios, a cidade hstórica com as suas ruas de pedras de 400 anos deixa todos cambaleantes, antes mesmo de tomar umas... Os sons nas esquinas vão desde indio caiçara tocando, a jazzistas, passando pelos forrozeiros, escola de samba ensaiando 3 vezes por semana, funk nos carros e por ahe vai.

Nesta semana tivemos por dois dias como vizinho de ancora, o veleiro Holandês TECLA de 1915 - de Winkel. O barco é de metal e foi um pesqueiro do mar do norte , até os anos 30. Depois transformou-se num cargueiro Dinamarques e somente recebeu seu primeiro motor em 1958 ! A partir dos anos 70, após uma boa reforma, virou barco de charter e atualmente pertence a uma familia de 4 irmãos e tem um programa educacional de vela tradicional. O Navio não para, está no Brasil durante este verão e vai voltar para a Europa pela rota Bermudas/Azores, voce pode embarcar nele se quiser e puder , veja http://www.tecla-sailing.com/nl/?page_id=751

Roger no mastro

as ferramentas





O Tecla

O teste final da gaff

Passou

Ultimo por do sol a bordo

Tecla no por do sol em Paraty



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Reparo no mastro da escuna

O Mastro desta escuna quebrou, e ficou quebrado durante 3 meses antes de uma solução, até que o proprietário resolveu fazer uma luva de inox aparafusada pelas laterais. O mastro se juntou e ficou em pé durante 2 anos. Até velejou com o barco assim, mas sem poder subir a vela latina (o grande do mastro da proa). Fui procurado por ele para colar o mastro e envolve-lo em fibra de carbono. A principio achei uma solução ariscada e sugeri a descida do mastro para melhores condições de trabalho. Mas a logística envolvida para tirar e colocar o mastro era enorme e surgiu a chance de fazer o serviço com andaimes em seco. Só o louco aqui para arriscar tal empreitada. O problema era que ao subir no mastro, eu não saberia o que ia encontrar quando abrisse a luva de inox. E a laminação na vertical? Como seria? Mas mesmo assim topei o serviço.
A Escuna


Antes


A luva de inox






















Barco em seco, andaime montado, lá fui eu para primeira inspeção com o formão e o celular na mão. Descobri que entre as cruzetas tinha uma região podre e já de cara, arranquei a madeira que não prestava. Aos poucos fui identificando o que estava bom ou podre. No dia seguinte enchi a região com massa de epóxi com serragem utilizando um filme de PVC (desses de cozinha) para embalar a massa. No dia seguinte, depois de muita discussão no convés, resolvemos apoiar a cruzeta no andaime para dar maior firmeza à operação de retirar a luva.


Colegas de trabalho




Estaleiro Itacuruçá, a terra dos grandes saveiros e escunas


O que encontrei debaixo da luva, após uma leve raspagem

Este buraco foi preenchido com madeira serragem e epoxi



























































Ao retirar a luva verifiquei que toda extensão abaixo do rachado na parte frontal do mastro estava podre. Uma área de 80cm x 5cm com 10cm de profundidade foi escavada no mastro, esta foi a parte mais difícil, pois foi tudo retirado no formão e martelo, a mais ou menos 15 metros do chão. No local foi inserida uma madeira como uma tala interna. Colada com Epoxi serragem e aerosil, tudo devidamente embrulhado no filme de PVC.

Quarenta e oito horas  após, uma bela lixada, e laminei duas camadas de tecido de fibra de carbono unidirecional , refazendo a luva agora em epóxi+carbono.  Não sei se é o suficiente para aguentar o esforço, mas que com esse serviço acho que atingi o objetivo do cliente que era de dar uma sobrevida ao mastro e poder voltar a velejar com todas as velas. 

Após a retirada do filme de PVC

A cruzeta reformada

O Carbono



Tatoo finalizando o mastareu

Roger em Itacuruçá




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mastro Tiki Wing Sail 140mm

Agora o mastro do TikiRio está na dimensão e espessura do projeto. São 140mm de diametro e 25mm de espessura. Todo em Freijó. Estes mastros Wharram são bem diferentes do que a gente está acostumado a ver nos barcos brasileiros. O Mastro é de perfil redondo e a vela veste o mastro como num laser. O fato de não usar retranca e sim uma carangueija (gaff) facilita nos jibes e nas rizadas. Hoje foi apenas o teste para ver se tudo está encaixando.

A saida da adriça já cortada
Detalhe do top do mastro
Detalhe do pé de mastro

O suporte da aftbeam, que será um tubo de aluminio.





Ampliem e vejam a linha de altura dos bancos do cockpit

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Começou o Mastro

Começei a colar as tabuas que vão fazer o mastro, São duas de 11cm e duas de 9cm unidas por triangulos internos que manteram a espessura da parede do mastro em 2,5 cm e teremos um mastro oco de 9m de altura, acompanhem.



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Durante os anos 80 e 90 foram editados 70 numeros da revista Sea People, da Polynesian Catamaran Association. Estas revistas trazem , em sua...