Largayo - Pahi 63 |
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Reparo no mastro da escuna
O Mastro desta escuna quebrou, e
ficou quebrado durante 3 meses antes de uma solução, até que o proprietário
resolveu fazer uma luva de inox aparafusada pelas laterais. O mastro se juntou
e ficou em pé durante 2 anos. Até velejou com o barco assim, mas sem poder
subir a vela latina (o grande do mastro da proa). Fui procurado por ele para
colar o mastro e envolve-lo em fibra de carbono. A principio achei uma solução
ariscada e sugeri a descida do mastro para melhores condições de trabalho. Mas
a logística envolvida para tirar e colocar o mastro era enorme e surgiu a
chance de fazer o serviço com andaimes em seco. Só o louco aqui para arriscar
tal empreitada. O problema era que ao subir no mastro, eu não saberia o que ia
encontrar quando abrisse a luva de inox. E a laminação na vertical? Como seria?
Mas mesmo assim topei o serviço.
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A Escuna |
Antes |
A luva de inox |
Barco em seco, andaime montado,
lá fui eu para primeira inspeção com o formão e o celular na mão. Descobri que
entre as cruzetas tinha uma região podre e já de cara, arranquei a madeira que
não prestava. Aos poucos fui identificando o que estava bom ou podre. No dia
seguinte enchi a região com massa de epóxi com serragem utilizando um filme de
PVC (desses de cozinha) para embalar a massa. No dia seguinte, depois de muita
discussão no convés, resolvemos apoiar a cruzeta no andaime para dar maior
firmeza à operação de retirar a luva.
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Colegas de trabalho |

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Estaleiro Itacuruçá, a terra dos grandes saveiros e escunas |
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O que encontrei debaixo da luva, após uma leve raspagem |
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Este buraco foi preenchido com madeira serragem e epoxi |
Ao retirar a luva verifiquei que
toda extensão abaixo do rachado na parte frontal do mastro estava podre. Uma área
de 80cm x 5cm com 10cm de profundidade foi escavada no mastro, esta foi a parte
mais difícil, pois foi tudo retirado no formão e martelo, a mais ou menos 15
metros do chão. No local foi inserida uma madeira como uma tala interna. Colada
com Epoxi serragem e aerosil, tudo devidamente embrulhado no filme de PVC.
Quarenta e oito horas após, uma bela lixada, e laminei duas camadas de tecido de fibra de carbono unidirecional , refazendo a luva agora em epóxi+carbono. Não sei se é o suficiente para aguentar o esforço, mas que com esse serviço acho que atingi o objetivo do cliente que era de dar uma sobrevida ao mastro e poder voltar a velejar com todas as velas.
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Após a retirada do filme de PVC |
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A cruzeta reformada |
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O Carbono |
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Tatoo finalizando o mastareu |
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Roger em Itacuruçá |
domingo, 17 de novembro de 2013
TikiRio de casa nova
Enquanto eu estou fazendo um trabalho no mastro da Escuna Dona Panela(em breve materia). O TikiRio mudou de lugar. Agora no Camorim a 5 min de Angra dos Reis. A localização estratégica nos colocou bem perto dos melhores points de passeios da região. Vejam algumas fotos.
O Estaleiro Itacuruçá |
O Dona Panela, com andaime no mastro |
O cais do Camorim |
O Cais visto da bagunça do Tiki |
O Banco de Areia |
Nossa poita novinha |
A vista da estrada |
Fred preocupado com a onda, que onda? |
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
TikiRio na Escola Naval
Neste final de semana resolvi vir ao Rio para correr a tradicional regata da Escola Naval. E após um passeio maravavilhoso na tarde de sabado com Luberto e o John. Quando assistimos a largada da Clipper Around World. E ainda deu tempo de levar o casal de amigos Paulo e Andrea para um passeio de final de tarde. Totalizando 23 milhas só dentro da Baía de Guanabara !!!
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As máquinas de regata de setenta pés, na Marina da Glória |
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All english, Wharram + John + Henry Loyd ao fundo |
A Regatta da Escola Naval foi uma experiência legal, passei a primeira noite em uma marina, atracado ao pier flutuante, com agua e luz, (muita novidade pro Tiki) e no dia seguinte achei que fosse entrar o sudeste de sábado com a mesma intensidade, não me preocupei com peso. Podia ter aliviado, ferramentas, ancora extra e outros pesos desnecessários, mas relaxei.
No barco Eu, Fred, Fernando, Caio e Marta, já na pré largada percebi que os outros barcos estavam com 3 ou 2 tripulantes. Larguei mal, quase escapei e tive que dar um jibe na comissão para logo depois encontrar todos vindo com direito de passagem, arribei e acabei largando em 3º na multicascos, chegamos juntos ao 2º ( Praia 30 )na boia de barlavento, encostamos no través, mas no popa ele foi embora, e pior o 4º colocado nos alcançava com uma enorme genaker. Montamos nosso modesto balão de soling e conseguimos manter a 3ª colocação até a boia perto das barcas ( o lugar pra marinha escolher boia pra regata ), perdemos a posição ao descer o balão um pouco antes da boia por preucação demais e nosso concorrente contando com bolinas orçou bem mais na ultima perna, ficamos em quarto eu acho, ainda não saiu o resultado na internet.
Mas o que deu pra perceber é que, o Tiki 30, se for bem afinado e aliviado de seus pesos de cruzeiro e com um balão dimensionado para ele, pode incomodar.
As fotos abaixo são de nossa proeira Marta Pourtau.
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No contravento tinha de 12 a 15 nós de vento, depois foi baixando |
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A descida no través folgado |
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Caio no balão |
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o 4º colocado chegando |
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Fred no leme na hora do balão |
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Roger preocupado, ia perder a medalha...perdeu |
terça-feira, 8 de outubro de 2013
De volta ao Rio
O TikiRio está de volta ao Rio. No sabado fui para Mangaratiba preparar o barco para a volta no domingo, mas ao chegar lá nosso leme estava solto, tive que fazer uma amarração de fortuna para dormir em paz, pois para amarrar direito é preciso estar encalhado em seco.
No dia seguinte chegam meus tripulantes, os irmãos Caio e João, a espanhola Marta e o Hugo. O barco ganhou um ar de juventude, todos jovens unversitários, surfistas e amantes do mar. A Marta já velejava desde de pequena, os irmãos com alguma experiencia e o Hugo super prestativo e topando qualquer parada. O time estava formado, mas o leme remendado...partimos para sentir o leme e ver o que fazer.
Já sabia que não ia dar para ir assim, mas o entusiasmo era grande e a maré do dia seguinte ajudava, seria de grande variação, resolvemos encalhar em Palmas na Ilha Grande. Foi o pit stop perfeito, chegamos, mergulhamos, almoçamos, as 16:00 encalhei de proa na praia em frente a trilha para Lopes Mendes. Começou a limpeza do casco, com os remos do tiki nervoso. Depois todos debandaram e foram conhecer Lopes Mendes pela trilha e me deixaram uma hora sozinho. Neste tempo instalei as luzes de navegação no teto da cabine, a previsão era desencalhar as 3 da madrugada e iriamos precisar se quiséssemos navegar a noite, pois a luz de top está em curto. As 19:00 começamos a mexer no leme, e em uma hora e meia o leme estava todo com amarrações novas.
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Marta a velejadora espanhola chegou no Brasil a 3 dias e já curtiu a travessia |
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Hugo tentando a asa de pombo ou orejas de burro como se diz em espanhol |
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A galera treinando uns nós para passar o tempo |
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João no leme |
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Cmte depois de uma madrugada no leme |
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A saida de Mangaratiba |
Dormimos com o barco parado, sem se mexer, no seco, isso é muito legal em um catamarã. Quando deu 1:30 o barco começou a balançar e aos poucos todos pularam de seus beliches, 2:00 ele boiou e partimos na escuridão, guiados pelo GPS. Foi colocar a cara para fora da Ilha Grande, o sudoeste entrou com uns 15 nós, e com esse vento e o mar a favor, fomos surfando no swell de SW. As 7:00 após um turno de 3 contra 2 dormindo, estavamos no través de Guaratiba, dormi um pouco e quando acordei já estavamos na Barra da Tijuca, em São Conrrado motoramos um pouco e antes do Arpoador já estavamos velejando de novo com o SW. Ao 12:00 pegavamos a poita na Urca. 60 milhas em 10 horas, uma boa média de 6 nós e gastamos apenas 8 litros de gasolina. Vai ser ruim de eu voltar a ter um monocasco...
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Caio curtindo o leme do Tiki |
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Quebrar todas as previsões de chegada só traz sorrisos a galera... |
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Ainda escapamos de todas as chuvas, valeu São Pedro. |
P.S.: aguardem mais fotos durante a semana
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